É POSSÍVEL SER FELIZ SOZINHO
Ao contrário do que cantou Tom Jobim, aparentemente é possível, sim, ser feliz sozinho - e isso quem diz é um estudo da Universidade de Auckland, não algum sucesso qualquer de funk ou pagode. Feita com neozelandeses de 18 a 94 anos, a pesquisa revelou que, diferentemente das pessoas que buscam intimidade, aquelas que preferem evitar conflitos são mais felizes solteiras, independentemente do gênero ou do período da vida em que se encontram.
"Mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções" (Yuthika Grime, psicóloga e autora do estudo)
Até agora, estudos sobre relacionamentos costumavam indicar que os comprometidos são ligeiramente mais felizes e saudáveis que os solteiros. A lógica parece simples: o apoio de um parceiro ajudaria a lidar com o estresse cotidiano, o que provocaria maior sensação de bem-estar. "Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções", explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Grime. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão. E, para certas pessoas, passar por isso simplesmente não vale a pena.
Segundo a psicóloga, existem duas maneiras de construir relacionamentos: buscando intimidade ou evitando conflitos. Enquanto pessoas do primeiro grupo buscam oportunidades de tornar os vínculos mais intensos e se sentem mais satisfeitas quando estão comprometidas, aquelas que preferem evitar desentendimentos ou brigas costumam ser mais felizes solteiras.
Em contrapartida, explica a autora, estar sozinho aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar. "Embora ainda exista para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza", diz Grime.
(Adaptado de http://revistagalileu.globo.com)
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